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Dr. Guilherme Martinez – Ortopedia e Traumatologia do Esporte

Guia completo sobre a dor no cotovelo: causas, sintomas, diagnóstico e todas as opções de tratamento

A dor no cotovelo é uma das queixas musculoesqueléticas mais comuns na população adulta. Entre as principais causas estão a epicondilite lateral e a epicondilite medial, condições que afetam os tendões responsáveis pelos movimentos do punho e da mão.

Embora sejam frequentemente associadas ao esporte, essas doenças estão muito mais relacionadas ao uso repetitivo do braço, à sobrecarga mecânica e à falta de recuperação adequada dos tendões.

Este artigo foi elaborado para esclarecer, de forma detalhada e acessível, tudo o que você precisa saber sobre essas condições.


Quem sou eu

Sou médico ortopedista com especialização em traumatologia do esporte e foco no cuidado da articulação do ombro e cotovelo. Tenho experiência no atendimento de atletas, praticantes de atividade física e pacientes que desejam retomar sua rotina com mais qualidade e segurança.

Minhas consultas são feitas com tempo, escuta ativa e atenção a todos os aspectos da sua rotina — treino, trabalho, alimentação, histórico de lesões e objetivos. O plano de tratamento é sempre individualizado, com opções modernas como:

  • Fisioterapia personalizada

Protocolos individualizados para cada paciente, respeitando o tipo de lesão, o esporte praticado e os objetivos de recuperação. O foco é devolver mobilidade, força e segurança, sempre pensando no retorno à prática esportiva.

  • Infiltrações guiadas por ultrassonografia

Procedimentos minimamente invasivos, realizados com precisão milimétrica, para alívio da dor e melhora da função. A ultrassonografia garante mais segurança e eficácia no tratamento.

  • Tratamentos regenerativos

Opções modernas como plasma rico em plaquetas (PRP) e ácido hialurônico, que estimulam a cicatrização natural dos tecidos, aceleram a recuperação e ajudam a prevenir recorrências.

  • Cirurgias por artroscopia

Técnica minimamente invasiva, realizada por pequenas incisões, que garante menor dor no pós-operatório, cicatrizes discretas e um retorno mais rápido às atividades.

O que dizem os pacientes

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Laiz Rocha
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Dr Guilherme, um medico competente e atensioso. Indico para todos, solucionou minha dor no joelho que tinha há anos.
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Rodrigo Franco Braga profile picture
Rodrigo Franco Braga
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Dr Guilherme tem me acostumado 4 meses, sempre com muita cuidado e direcionamento das melhores ações para o tratamento
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Gleice Coelho
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Ótimo atendimento e excelente profissional! Tenho tratado o joelho e o ombro com ele, já fiz infiltração e agora estou realizando o acompanhamento pós-procedimento. Além de muito educado e simpático, ele nos deixa à vontade para fazer perguntas, esclarecer dúvidas e entender melhor o tratamento. Não é um má consulta padrão em que o profissional apenas atende e pronto. Ele realmente demonstra atenção, cuidado e interesse pelo paciente. Super recomendo!
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Fabio Silva Rocha
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Edilson Rocha
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Doutor Guilherme é sensacional, empático, muito esclarecedor nos procedimentos. Excelente profissional, super recomendo!!
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Aline Mendes
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jucelino roberto santos
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Excelente profissional. Muito atencioso e dedicado para um bom resultado com o seu paciente.
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Paulo Barros
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Thiago Xavier
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Espaço Gra Salon
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Eu procurei o Dr Guilherme por indicação de um ortopedista que atendia pelo convênio , confesso que desde a primeira consulta já me senti segura para fazer os protocolos com ele . Muito atencioso e paciente . Isso foi em fevereiro de 2026 e já estou na minha 3 consulta com ele ! Recomendo de olhos fechados ..
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O que é epicondilite?

A epicondilite é uma condição que acomete os tendões que se inserem no cotovelo, causando dor, perda de força e limitação funcional.

Durante muito tempo, acreditava-se que fosse apenas uma inflamação. Hoje se sabe que, na maioria dos casos, trata-se de uma tendinopatia degenerativa, caracterizada por:

  • Microlesões repetitivas
  • Degeneração das fibras do tendão
  • Falha no processo de cicatrização

Isso explica por que muitas vezes a dor se torna crônica.


Epicondilite Lateral (Cotovelo de Tenista)

O que é?

A epicondilite lateral afeta os tendões localizados na parte externa do cotovelo, principalmente o tendão do músculo extensor radial curto do carpo, responsável por estender o punho.


Por que a epicondilite lateral acontece?

Ela ocorre por sobrecarga repetitiva dos músculos extensores do punho, especialmente em atividades que exigem:

  • Apertar objetos com força
  • Movimentos repetitivos do punho
  • Sustentar peso com o braço estendido
  • Movimentos de torção do antebraço

Esses esforços causam microtraumas contínuos que o tendão não consegue reparar adequadamente.


Quem tem mais risco?

A epicondilite lateral é comum em:

  • Trabalhadores manuais (pedreiros, eletricistas, mecânicos)
  • Profissionais que usam muito mouse e teclado
  • Donas de casa
  • Atletas de esportes com raquete
  • Pessoas entre 35 e 55 anos

Sintomas da epicondilite lateral

  • Dor na parte externa do cotovelo
  • Dor ao segurar ou levantar objetos
  • Dor ao apertar a mão
  • Sensação de fraqueza no braço
  • Dor que pode irradiar para o antebraço

Em fases avançadas, até tarefas simples, como segurar uma xícara, tornam-se dolorosas.


Epicondilite Medial (Cotovelo de Golfista)

O que é?

A epicondilite medial acomete os tendões da parte interna do cotovelo, principalmente os músculos responsáveis pela flexão do punho e dos dedos.


Por que a epicondilite medial acontece?

Está relacionada à sobrecarga dos músculos flexores, comum em movimentos como:

  • Dobrar o punho repetidamente
  • Arremessar
  • Apertar ferramentas
  • Movimentos explosivos de força

Sintomas da epicondilite medial

  • Dor na parte interna do cotovelo
  • Sensibilidade ao toque
  • Dor ao flexionar o punho contra resistência
  • Irradiação da dor para o antebraço
  • Eventual formigamento no quarto e quinto dedos

Diferenças entre epicondilite lateral e medial

CaracterísticaLateralMedial
Local da dorExternaInterna
MúsculosExtensoresFlexores
FrequênciaMais comumMenos comum

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é clínico, feito pelo médico através de:

  • Avaliação da história do paciente
  • Localização da dor
  • Testes físicos específicos
  • Exames de imagem: USG ou RM

Tratamento da epicondilite

Tratamento conservador (primeira escolha)

Mais de 80–90% dos pacientes melhoram sem cirurgia.

Repouso relativo

Evitar atividades que provocam dor, sem imobilizar completamente o braço.

Medicações

  • Analgésicos
  • Anti-inflamatórios (uso curto e criterioso)

Fisioterapia (fundamental)

A fisioterapia é o pilar do tratamento e inclui:

  • Alongamentos
  • Fortalecimento progressivo
  • Exercícios excêntricos (os mais eficazes)
  • Correção postural
  • Reeducação dos movimentos

Órteses e cintas para epicondilite

Faixa de epicondilite posicionada corretamente no antebraço.

Essas cintas reduzem a carga no tendão durante as atividades.


Infiltrações e terapias avançadas

Corticoide

  • Alívio rápido da dor
  • Uso com cautela (não repetitivo)

PRP (Plasma Rico em Plaquetas)

  • Estimula a regeneração do tendão
  • Opção em casos crônicos

Ondas de choque

  • Estimulam a cicatrização
  • Bons resultados em tendinopatias resistentes

Cirurgia (última opção)

Indicada apenas quando:

  • Tratamento conservador falha após 6–12 meses
  • Dor intensa e incapacitante
  • Degeneração importante do tendão

Tempo de recuperação

  • Casos leves: semanas
  • Casos crônicos: meses
  • Pós-cirurgia: 3 a 6 meses

A adesão ao tratamento é determinante para o sucesso.


Como prevenir a epicondilite?

Alongamento do antebraço no ambiente de trabalho.

  • Evitar sobrecarga repetitiva
  • Pausas regulares
  • Fortalecer antebraço e punho
  • Ergonomia adequada
  • Aquecimento antes de esportes

Conclusão

A epicondilite lateral e medial são condições comuns, potencialmente dolorosas, mas com excelente prognóstico quando tratadas corretamente. O diagnóstico precoce e um tratamento individualizado são essenciais para evitar a cronificação.

Se você sente dor persistente no cotovelo, procure um médico ortopedista. Quanto mais cedo o tratamento é iniciado, melhor e mais rápida é a recuperação.

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